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sábado, 18 de junho de 2011

A história da Cosmetologia


O uso de cosméticos (a história da cosmetologia) remonta há pelo menos 30.000 anos. Os homens da pré-história faziam gravações nas rochas e nas cavernas, e também pintavam o corpo (tatuavam-se).

Rituais tribais praticados pelos aborígenes dependiam muito da decoração do corpo para proporcionar efeitos especiais, como a pintura de guerra. A religião era, também, uma razão para o uso desses produtos: Cerimónias religiosas frequentemente empregavam resinas e unguentos de perfumes agradáveis. A queima de incenso deu origem à palavra perfume, que no latim quer dizer “através da fumaça”.

Aparentemente os Egípcios foram os primeiros a utilizar cosméticos e produtos de toucador em larga escala. Alguns minérios foram usados como sombras de olhos e rouge, assim como extractos vegetais. A famosa Cleópatra banhava-se em leite de cabra para ter uma tez suave e macia, e incorporou o símbolo da beleza eterna. Também nesta época os faraós eram sepultados em sarcófagos que continham tudo o que era necessário para se manterem belos. No sarcófago de Tutankhamon ( 1400 a.C.) foram encontrados cremes, incenso e potes de azeite usados na decoração e no tratamento.

A história da cosmetologia foi evoluindo, e durante a dominação Grega na Europa, 400 a.C., os cosméticos tornaram-se mais do que uma ciência

Nos manuscritos de Hipócrates, considerado o pai da medicina, já se encontravam orientações sobre higiene, banhos de água e sol, a importância do ar puro e da actividade física. Nesta época, século II a.C., venerava-se uma deusa da beleza feminina, chamada Vénus de Milo.

Na era Romana, por volta do uno 180 d.C., um médico grego chamado Claudius Galen realizou sua própria pesquisa científica na manipulação de produtos cosméticos, iniciando assim a era galénica dos produtos químico-farmacêuticos. Galen desenvolveu um produto chamado Unguentum Refrigerans, o famoso Cold cream, baseado em cera de abelha e bórax.

Os famosos banhos romanos eram o centro de discussões e reuniões sociais para os senadores e aristocratas da época, mas caíram posteriormente em actos imorais condenados pela religião.

Também nesta época surgiu à alquimia, uma ciência oculta em que se utilizavam fórmulas cosméticas para actos de magia e ocultismo. Também foi nesta época que Ovídio escreveu um livro voltado a beleza da mulher “Os produtos de beleza para o rosto da mulher”, onde ensina a mulher a cuidar de sua beleza através de receitas caseiras.

Com a Idade Média vieram os anos de clausura para a ciência cosmética, um período em que o rigor religioso do cristianismo reprimiu o culto à higiene e a exaltação da beleza, impondo recatadas vestimentas. Esta época também chamada de “Idade das Trevas” foi muito repressiva na Europa, onde o uso de cosméticos desapareceu completamente, por isso também é chamada de “500 anos sem um banho”.

As Cruzadas devolveram neste período os costumes “do culto à beleza e a ternura”, que se incluíam os cosméticos e os perfumes.

Com o Renascimento e com a descoberta da América há o retorno à procura da beleza. Todos os costumes e hábitos de vida da época são retratados pelos pintores, como por exemplo, a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, que retrata a mulher sem sobrancelhas, face ampla e alva, de tez suave e delicada.

Miguel Ângelo também retrata na Capela Cistina os anjos, apóstolos, Maria – mãe de Jesus – e outros personagens, de forma clara, jovial cuja beleza é exaltada em sua plenitude. Porém, a falta de higiene persiste e os perfumes são criados para mascarar o odor corporal.

Durante a Idade Moderna, séculos XVII e XVIII, nota-se a crescente evolução dos cosméticos e também da utilização de perucas cacheadas. Neste período ainda persistiam os costumes de não tomar banho regularmente, o que proporcionou o crescimento da produção de perfumes, tornando-se de grande importância para a economia francesa desde o reinado de Luís XIV. Contudo, o grande salto dos perfumes deu-se quando Giovanni Maria Farina, em 1725, se estabeleceu em Colónia, na Alemanha. Lá desenvolveu a famosa “água-de-colónia”.

No final deste século, os Puritanos, liderados por Oliver Cromwell, trouxeram um outro período, no qual o uso de cosméticos e perfumes ficou fora de moda. Este, talvez, tenha sido o período mais negro da história dos cosméticos, principalmente quando o Parlamento Inglês em 1770 estabeleceu que: “Qualquer mulher… que se imponha, seduza e traia no matrimónio qualquer um dos súbditos de Sua Majestade, por utilizar perfumes, pinturas, cosméticos, produtos de limpeza, dentes artificiais, cabelos falsos, espartilho de ferro, sapatos de saltos altos, enchimento nos quadris, irá incorrer nas penalidades previstas pela Lei contra a bruxaria…. E o casamento será considerado nulo e sem validade.”

Já na Idade Contemporânea, século XIX, período Vitoriano na Inglaterra, Isabelina na Espanha e dos déspotas esclarecidos na França pós Napoleão, os cosméticos retomaram a popularidade.

Os cosméticos e produtos de toucador eram feitos em casa, cada família tinha suas próprias e favoritas receitas. As mulheres passaram a expor um pouco o corpo e tomavam banho utilizando trajes fechados.

Foi um período rico para o surgimento de indústrias de matérias-primas, para o fabrico de cosméticos e produtos de higiene nos Estados Unidos, França, Japão, Inglaterra e Alemanha. Estava a começar desenvolver-se o mercado de cosméticos e produtos de higiene no mundo.

A área da ciência farmacêutica que pesquisa, desenvolve, elabora, produz, comercializa e aplica produtos cosméticos é chamada de Cosmetologia. Este campo estuda as técnicas de tratamento e embelezamento natural, baseado no uso de produtos, substâncias e embalagens, denominados geneticamente de cosméticos de aplicação externa e superficial. Um profissional de Cosmetologia trabalha com o embelezamento e a promoção, manutenção e recuperação da saúde na área da estética humana, além de desempenhar as suas actividades profissionais como prestador de serviço autónomo em centros de estética, spas, academias, domicílios e outros estabelecimentos afins. Tem também a capacidade de trocar informações com profissionais da área de saúde que interagem na área de estética humana, administrando os cuidados e tratamentos prescritos e especializados.

O mercado da cirurgia estética está em plena ascensão. Actualmente, o Brasil é o país que ocupa o 2° lugar em número de cirurgias plásticas realizadas no mundo. A procura de produtos para pele e higiene na Internet é hoje muito intensa. O consumidor está mais exigente, preocupando-se em procurar profissionais competentes em vez de procurar meios ilegais. A remuneração salarial é compatível com a dos profissionais universitários. O profissional tem a função de aplicar técnicas de limpeza da pele e da maquilhagem no tratamento estético facial, utilizando materiais e equipamentos adequados a cada procedimento estético; elabora um programa para acompanhar o cliente submetido ao tratamento estético; aplica com segurança, procedimentos estéticos relativos ao campo de actuação, visando a manutenção e a recuperação da saúde da pele, entre outras funções.

Os produtos cosméticos são utilizados para o tratamento da pele, cabelo e unhas e também o tratamento de pés, mãos, aplicação de unhas artificiais, penteados, lavagem de cabelo, aplicações cosméticas, remoção de pêlos, relaxamento capilar ou alisamentos, assim como permanentes, apliques e perucas e design de sobrancelhas. O licenciado em cosmetologia denomina-se cosmetologista. Os clientes desses tratamentos são em geral mulheres, mas há um número cada vez maior de homens que fazem uso desses serviços.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A incrível historia de sucesso de Mary Kay Ash


Encantadora. Inspiradora. Uma história de sucesso única. Ao longo dos anos, muitos líderes de sucesso têm surgido, mas nenhum tão singular quanto Mary Kay Ash, a fundadora da Mary Kay. Seu sucesso deixou uma marca permanente nos negócios dos Estados Unidos e abriu as portas para que mulheres ao redor do mundo pudessem experimentar o êxito em seus próprios termos.

“Você pode!”

Estas palavras representam a essência de Mary Kay Ash e da Companhia que ela criou. É a essência a acompanhou por todo o seu crescimento, em Hot Wells, Texas. Quando ela enfrentava situações novas, sua mãe dizia: “Você pode Mary Kay, você pode.” Mary Kay Ash fez mais do que abraçar esse espírito tão inspirador – ela o passou adiante, por meio de uma empresa notável, que inspira pessoas em todo o mundo.

A história dessa companhia não teve início antes de Mary Kay Ash enfrentar uma situação muito familiar para muitas mulheres. Depois de 25 anos trabalhando no mercado de vendas diretas, Mary Kay Ash renunciou sua posição como diretora de treinamento nacional, quando um homem a quem ela havia treinado foi promovido a uma posição com o dobro do seu salário. Sua resposta foi visionária. Primeiro, começou a escrever um livro que ajudaria mulheres a conquistarem oportunidades que haviam sido negadas a ela. Mas logo ela percebeu que estava criando um plano que poderia fazer muito mais do que dar conselhos. Esse livro constituiu a base de uma nova oportunidade, na qual mulheres poderiam desenvolver seus talentos e alcançar sucesso ilimitado.

Vislumbrei uma companhia na qual qualquer mulher poderia ter tanto sucesso quanto desejasse. As portas estariam abertas às oportunidades para as mulheres que estiverem dispostas a pagar o preço e tiverem coragem para sonhar.”

Assim, em 1963, com toda a experiência adquirida, seu plano e uma economia de 5 mil dólares, Mary Kay Ash pediu a ajuda de seu filho Richard, que na época tinha 20 anos e criou Beauty by Mary Kay. A princípio, essa era uma companhia dedicada a tornar a ainda mais bela a vida das mulheres. Ela foi fundamentada pela Regra de Ouro – não em princípios de mercado competitivos –, por isso desenvolve as pessoas rumo ao sucesso, baseando-se sempre nas seguintes prioridades: fé em primeiro lugar, família em segundo e carreira em terceiro. Era uma companhia, como a própria Mary Kay Ash dizia, “com coração”.

O sucesso [de Mary Kay] é muito mais profundo do que apenas dólares e centavos, prédios comerciais e ativos. Para mim, o verdadeiro sucesso de nossa Companhia pode ser mensurado pelas vidas que temos tocado e dado esperança.”

Hoje, sua visão, sua valentia e seu forte espírito continuam a trazer oportunidades para que mulheres atinjam seu potencial e tornem seus sonhos realidade. Com mais de 1,8 milhão de Consultoras de Beleza Independentes espalhadas pelo mundo, nossa Companhia continua o legado de Mary Kay Ash, ao inspirar, enriquecer e fortalecer ou dar poder as mulheres, para que elas façam grandes coisas.

domingo, 24 de abril de 2011

Monange Dream Fashion Tour 2011


Engana-se quem acha que esse é o  Victoria´s Secret Show, e sim o nosso Monange Dream Fashion Tour!


Monange dream fashion tour é um evento de moda e comportamento que reúne personalidades da música e da moda, o resultado deste casamento é um evento belo, glamouroso e muito badalado. Além de todos esses elementos, o grande diferencial doMonange dream fashion tour é seu formato - acontece em diversos estados brasileiros viajando pelo país com toda a sua estrutura.

As grandes responsáveis pelo sucesso do Monange dream fashion tour são as top models ( Alessandra Ambrósio, Adriana Lima, Isabeli Fontana, Ana Beatriz Barros,Izabel Goulart e Emanuela de Paula, entre outras modelos ) , que participam do evento exibindo beleza e figurinos inovadores, além disso, grandes nomes da música embalam a festa que reúne muita gente bonita e famosa. O Monange dream fashion tour acontecerá em 12 cidades brasileiras com o intuito de aproximar o público ao fascinante mundo fashion.


É a primeira vez em que tantas angels aparecem juntas em um desfile brasileiro. Rendeu até a piada interna, onde uma delas inventou o apelido de “Monangels” pra turma.

Nas passarelas, as modelos desfilarão looks temáticos e exclusivos baseados em quatro temas: Fauna e Flora, Guerreiras, Trevas e Luz. Quem comandará a entrada das modelos na passarela será o diretor de desfiles Zee Nunes. As coleções que serão apresentadas no evento são assinadas por Renata Correia, a direção de arte do espetáculo fica por conta de Raphael Garcia e o visual das modelos será garantido pelo stylist João Foltran.


Algumas das atrações que o público poderá conferir no evento são: apresentação de DJ, coreografias e um cenário encantador onde se é traduzido todo o conceito inovador e dinâmico do evento.


Neste ano, a primeira cidade escolhida para sediar o Monange dream fashion tour foiCuritiba. O evento começou no sábado, dia 26 de março no Expotrade. Desfilarão nas passarelas Isabeli Fontana, Izabel Goulart, Renata Kuerten, Ana Beatriz Barros, Alessandra Ambrósio e Adriana Lima embaladas pela música da banda Capital Inicial, que já é atração garantida em 9 das 12 etapas do evento.

Nesta edição o evento traz uma novidade que é o concurso cultural, onde duas pessoas serão escolhidas a cada etapa, para participar do concurso as candidatas devem responder a pergunta: “O que você faria para realizar o sonho de ser uma Dream Model por um dia?”. As vencedoras terão direito a dois ingressos para pista VIP + 01 make up + 01 penteado nos bastidores do evento + visita aos camarins das Dream Models + 01 Kit de produtos Monange

Tanto a maquiagem quanto o cabelo desse tipo de desfile é sempre o chamado look “de bonita“. Ou seja: a ideia é deixar as modelos ainda mais bonitas. Olhos esfumados, cílios postiços, blush saúde, pó bronzeador e muito gloss, acompanhado de um cabelão solto com ondas sensuais e, às vezes, umas luzes!

O Monange Dream Fashion Tour é organizado pela Mega Model em parceria com aRede Globo e tem o patrocínio de Monange.

Se produzam e arrasem também nos looks, pois saibam que além de ver o espetáculo vocês também serão vistas.

Confiram a Programação Monange Dream Fashion Tour 2011:

- Curitiba (26/03) – Expotrade
- Porto Alegre (09/04) – Pepsi on Stage
- Rio de Janeiro (30/04) – Citibank Hall
- Florianópolis (07/05) – Centro Sul
- Brasília (28/05) – Centro de Convenções Ulisses Guimarães
- Salvador (04/06) – Cais Dourado
- Belo Horizonte (18/06) – Chevrolet Hall 
- Fortaleza (02/07) – Siará Hall
- Belém (28/07) – Hangar Centro de Convenções
- Recife (13/08) – Chevrolet Hall
- Vitória (20/08) – Arena Vitória
- São Paulo (03/09) – Via Funchal

Mais informações @MDFT_

sábado, 23 de abril de 2011

Empreendedora altodidata



Mais de 70 mil clientes entregam madeixas rebeldes todo mês à Beleza Natural, tornando Zica uma das mais bem sucedidas empresárias do setor no Brasil


“O teu cabelo não nega, mulata.” O verso de Lamartine Babo é politicamente incorreto para os padrões de hoje, mas desde os anos 1990, Heloísa Helena Belém de Assis, a Zica, 50, não queria disfarçar seus crespos. “Nasci na Tijuca, na comunidade de Catrambi. Venho de uma família muito humilde. Comecei a trabalhar com 9 anos.” Filha do meio na fileira de 13 do pai biscateiro e da mãe lavadeira, Zica começou fazendo entregas de roupa lavada. “Sou a do meio, seis acima e seis abaixo”, se diverte.
Hoje, ela é dona da Beleza Natural, rede de salões de beleza especializada em cabelos cacheados. Zica não fala em números, nem gosta de expor seu endereço atual, um espaçoso apartamento em uma área nobre do Rio, onde mora com os filhos Junior, Jefferson e Claudineia, além da neta de quase dois anos.  Mas sua rede, que começou num fundo de quintal, faturou R$ 19 milhões em 2005, último ano em que números oficiais foram divulgados. De 2005 para cá, o número de clientes dobrou – hoje são 70 mil. A rede se expandiu e onze unidades, nove no Rio, uma no Espírito Santo e outra na Bahia. Junto com a fábrica, a rede emprega 1.300 pessoas. O preço dos kits de produtos varia entre R$ 38,90 e R$ 51,50. A aplicação de Super-Relaxante, carro chefe da empresa, varia entre R$ 67,90 e R$ 87,90. 

Antes de pensar em ter um negócio, Zica fez de tudo um pouco, sempre lidando com clientes. Vendeu roupas íntimas e cosméticos de porta em porta, por exemplo. Casada e já com filhos, para segurar a renda, foi babá e fazia faxina em mansões “grandiosas” no Alto da Boa Vista. 

Mas tinha uma preocupação: sempre reclamou que trabalhar com público com cabelo sem tratamento não dava. E não queria perder suas características correndo para o alisamento, o que era comum. “Meu sonho era ter o cabelo balançando, sem tirar a originalidade dele. Era complicado trabalhar com o cabelo assim, volumoso e ressecado”, conta. As patroas não gostavam, mas Zica não queria alisar. “Quem queria empregar quem tinha o cabelo assim, enorme? Era grande, alto, um bolo de cabelo. As pessoas associavam a sujeira, desleixo.” Zica fez alisamentos uma vez, para nunca mais. Aos 14 anos, odiou o resultado e o cabelo que sofreu com a química pesada. “Os fios ficaram finos, quebradiços, o cabelo não crescia como tinha que crescer.” Ela cortou e voltou para o estilo “Black power”, à moda dos anos 70.

Curso de cabeleireiro
Entre uma e outra faxina, se inscreveu no curso de cabeleireiro na paróquia São Camilo de Lellis, a igreja da comunidade onde vivia. Passou um mês aprendendo a conhecer e lidar com seus fios. “Aos 21 anos, fui fazer o curso e aprendi tudo que o mercado oferecia. Queria achar solução para meu cabelo, não fui atrás para trabalhar com isso. Queria saber como era o meu fio”, conta. “Eu era fissurada nos meus cachos e me negava a passar esses produtos para alisar.”

Zica à frente de um de seus onze salões, que atendem 70 mil clientes por mês


Ela começou a misturar materiais em busca da fórmula perfeita, que garantisse cachinhos cheios de movimento. Conversando com fornecedores, conseguiu matéria-prima para fazer experiências, misturou cremes que já existiam no mercado, testou tudo que havia para cabelos crespos. “Levei dez anos para chegar na fórmula do Super Relaxante”, conta. “Com meu creme, o cabelo começou a pentear mais macio, a maleabilidade era melhor, passou a ficar com balanço. Mexeu com minha autoestima e com a das pessoas da comunidade”, lembra Zica. Na prática, nunca trabalhou como cabeleireira em outros salões. “No máximo cortava cabelo da minha irmã ou da minha mãe.”

Cachos com senha
O próximo passo foi abrir um salão de fundo de quintal, na Tijuca, em 1993. O único bem da família era um Fusca, que ela convenceu o marido a vender para poderem começar um negócio. “Ele sabia do meu cabelo, ele viu minha necessidade. Ele acabou vendendo o carro e abrimos o salão”. Era uma casa de dois cômodos, “de mais de 100 anos”, lembra Zica. Em pouco tempo, o boca-a-boca e a divulgação com folhetos garantiram filas na porta que viravam na esquina antes do salão abrir. A solução foi colocar um sistema de senhas (que continua até hoje), para tentar atender ao maior número possível de pessoas. A procura pelos produtos era enorme também: clientes vinham com potes de maionese e margarina para levar os xampus e condicionadores para casa. 

“O salão abria às 8h da manhã e às 5h já tinha fila, com dezenas de pessoas”, conta Zica. “A gente não tinha espaço suficiente para atender essa quantidade de clientes. A essa altura, Zica já tinha chamado sócios: além do marido, vieram Rogério, irmão dela, e Leila Velez, que tinha trabalhado com Rogério no McDonald’s. “Ela tinha esse dom, e visão de como a gente tinha que crescer. Nós começamos a terceirizar a produção, patenteamos a fórmula”. 

Linha de produção 
“Foi um sucesso, porque o produto não existia. Todo mundo queria, nosso mercado não oferecia e também não tinha nada importado”, diz Zica. Ela ficou na operação do salão, seu marido na contabilidade e seu irmão saiu do McDonald’s para trabalhar no Beleza Natural. “Logo depois veio a Leila trazendo o marketing. Com seis meses ela entrou, porque ela tinha uma visão muito boa de como divulgar o negócio.” Eles levantaram que os clientes vinham de várias partes do Rio: Caxias, Jacarepaguá, Nova Iguaçu, Madureira, Niterói. “Vimos que estava na hora de crescer para esses lados e abrimos a primeira filial”. Em 2004, os sócios abriram a própria fábrica, a Cor Brasil Cosméticos.

A sócia Leila, hoje presidente da empresa, também começou cedo,  aos 10 anos, fazendo entrega de roupas lavadas pela mãe e venda de cosméticos porta a porta. Aos 14 anos, entrou para o McDonald’s. Com 16, se tornou a gerente mais jovem da rede. “Precisamos até pedir uma autorização especial da matriz”, conta. Aos 19, entrou para a sociedade de Zica para trazer know-how dos empregos anteriores e criar coisas novas, que refletissem seu modo de ver o mundo – algo impossível de fazer numa empresa do porte de uma multinacional. “Acompanhei quando a Zica desenvolveu o produto, e veio muito a calhar a sociedade”, conta. 

Elas instituíram uma “linha de produção” no salão, em que cada profissional se especializa em uma das sete etapas do tratamento. Fica mais rápido para a cliente mais barato para o salão. Leila migrou da faculdade de Direito para uma de administração, e daí em diante, voltou toda a carreira acadêmica para o negócio crescer. “É toda uma rede de contatos, e chances de aprender com os erros e acertos de outras empresas”, diz a sócia da Beleza Natural


A favela ficou para trás. Todo ano, as sócias viajam para a Cosmoprof, maior feira mundial de cosméticos, que acontece na Itália, para se atualizarem e sondar oportunidades no mercado. Aliás, Zica acaba de entrar em uma faculdade, onde cursa decoração. Mas confessa que já precisou matar aula para ir à feira de cosméticos. 

A empresária faz questão de reproduzir oportunidades de crescimento: 70% dos funcionários são clientes da rede. “São meninas que se espelham pela minha história de vida, e vêem que podem chegar lá. Quem mais pode entender o que quer um cliente que tem o cabelo crespo?”

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Diferentes tipos de secadores


Dicas para escolher o melhor secador para o seu tipo de cabelo

Num país como o nosso, onde diversas culturas se encontraram para criar uma sociedade com as mais diferentes origens, um dos maiores desafios é indicar um tipo de secador que se adapte a maioria das mulheres.
A variedade de fios, cores e tipos de cabelo é um desafio para profissionais e fabricantes que precisam criar produtos e equipamentos que tratem dos mais variados tipos de cabelos.
O processo de escolha de um secador, portanto, tem lá seus segredinhos, vamos alguns deles?
Potência: varia de 1.000 a 2.000 watts. Quanto maior a potência, mais ar quente é expelido e mais rápida é a secagem dos cabelos. Regra geral: para cabelos ondulados e lisos até 1.600 watts dá conta do recado. Para os cabelos crespos o ideal são os secadores com mais de 1.800watts de potência;
Velocidades e Temperaturas: responsáveis pela versatilidade do aparelho. Cada tipo de regulagem gera um resultado. Temperaturas altas são indicadas para modelagem. As mais frias finalizam o penteado;
Peso: quem tem cabelo médio ou longo deve optar pelos modelos mais leves. Senão, 15 minutos depois do início da secagem você pode sentir dores nos braços;
Tamanho: cada modelo tem suas vantagens e desvantagens. O compactos cabem em qualquer cantinho da bolsa, são mais leves e se adaptam melhor a sua mão, contudo, por terem baixa potência não são indicados para a secagem do dia a dia, apenas para emergências. Os modelos profissionais por serem maiores têm mais funções (íons,turmalina, cerâmica), potência maior e acessórios mais eficientes. Mas, claro fica difícil levá-lo em uma viagem;
Design: o desenho segue um padrão mais ou menos clássico. Fique de olho nos materiais que tornam a pegada mais segura e confortável;
Voltagem: importante se você for viajar, prefira os modelos bivolt;
Ruído: o Ibama e o Inmetro regularam a potência em 80 decibéis (dB). Portanto, olho nas informações do fabricante;
Raios infravermelhos: alguns modelos liberam raios infravermelhos, que penetram no cabelo, de dentro para fora, de forma rápida, deixando-os naturalmente hidratados, brilhantes e saudáveis;
Placas do alisador revestidas em cerâmica: esferas cerâmicas que quando aquecidas distribuem melhor o calor e mantém a temperatura constante. Emitem raios infravermelhos que higienizam e secam os cabelos muito mais rápido;
Íons negativos: neutralizam a eletricidade estática e fecham as cutículas dos fios. Os cabelos ficam com aparência mais brilhante, saudáveis, sedosos e com menos fios arrepiados;
Íon Positivo : ao contrário do negativo, este tipo ganhou muito mais elétrons do que perdeu e por isso tem o efeito contrário do íon negativo, ou seja, ele abre as cutículas do cabelo e é muito propício para uso conjunto com tratamentos em que a química precisa penetrar no fio, como tinturas e hidratações. Então, se a cliente acabou de hidratar o cabelo, prefira um secador com íons positivos para fazer o brushing.
Ar frio: quando usado como finalização, fecham as escamas dos fios, proporcionando mais brilho, evita o ressecamento excessivo e melhora na fixação do penteado;
Nanotecnologia titânio: modelos que empregam essa tecnologia reduzem as bactérias e fungos presentes no ar, proporcionando um jato de ar mais puro, resultando em uma secagem mais higiênica e cabelos mais limpos;
Antibactericida : como o próprio nome já diz, o secador antibactericida elimina as bactérias e fungos que possivelmente estejam nos fios e no ar. Essa ação é obtida através da nanotecnologia, que é o desenvolvimento de estruturas de novos materiais a partir dos átomos e moléculas. Esses novos materiais desenvolvidos pela nanotecnologia possuem propriedades que garantem o melhor desempenho de produtos aplicados. No caso dos secadores antibactericidas, a nanotecnologia combinada ao titânio é capaz de eliminar as bactérias e fungos. Essa tecnologia proporciona um jato de ar mais puro, secando com mais higiene e deixando os cabelos mais saudáveis.
Turmalina : é um mineral que quando aquecido emite íons negativos e por isso tem o mesmo efeito de um secador com íons negativos. Ela sela a cutícula do fio e deixa o cabelo muito mais brilhante e com pouco frizz.
Luz de Led: (Light Emitting Diode) – O que é: Luz azul, fria.
- Para que serve: “Nos secadores e chapinhas, restaura os fios danificados e aumenta o brilho
Bocais, centralizadores, direcionadores, escovas e demais acessórios: ajudam a direcionar a passagem de ar, facilitando os penteados. Existem dois tipos:
Difusores: são redondos, distribuem o ar de forma homogênea. Dá aos cabelos lisos um volume natural; aos cacheados, maior definição dos cachos; e aos ondulados, menos volume.
Concentradores: direcionam o ar para uma área específica, dando mais eficiência a escova.
Dica: Importante
Você dificilmente encontrará todas essas características em um único modelo. Então, comece por você: defina qual seu perfil e, claro, o objetivo com aquele aparelho. Depois, pense o quanto quer investir. Assim, fica mais fácil encontrar o modelo para a ocasião e preço escolhidos.

Taiff gigante brasileira



Com 22 anos de atuação no mercado, a TAIFF, empresa 100% nacional, é líder no segmento de produtos elétricos profissionais para beleza no Brasil e uma das maiores no mundo. 
Criteriosa na elaboração de seus lançamentos, a TAIFF é a maior fábrica de secadores e chapas profissionais do Brasil e possui estrutura para desenvolver sua própria tecnologia. Além da altíssima qualidade empregada em cada item, os secadores e chapas da TAIFF têm apelo cosmético e, ao mesmo tempo em que secam ou modelam, também tratam os cabelos. Um diferencial alcançado devido à aplicação de matérias-primas como a Turmalina e avançadas tecnologias como íons positivos e negativos e nanotecnologia, por exemplo.
Os engenheiros, responsáveis pela criação e desenvolvimento dos produtos, buscam sempre novos materiais, texturas, cores, além de permanecerem atentos a tudo o que há de mais moderno em design e estudos ergonômicos, recorrendo para isso às mais avançadas ferramentas em 3D.
Atuação e Mercado


Está presente em todo o Brasil e em mais de 20 países, entre eles Grécia, USA, Argentina e México. Em abril de 2007 a TAIFF participou da Cosmoprof Bologna com o objetivo de abrir novos mercados e ampliar os já existentes.
A empresa pretende reinvestir 30% da receita proveniente das exportações para fortalecer e expandir sua atuação no mercado externo.
Segundo a gerência de marketing da TAIFF, a empresa foi a única expositora brasileira com stand no setor de elétricos e móveis para salão de beleza presente na feira, e projetou novos neócios em mais de 20 mercados nas regiões da Europa, Ásia, Oriente Médio e África. Possui hoje uma sólida parceria com a Intercoiffure Mondial.
Estrutura da fábrica


A produção, que é feita em células, possibilita controlar a qualidade de cada etapa da produção, do início ao fim, o que proporciona garantia total dos aparelhos. A assistência técnica permanente, oferecida em todo o território nacional, disponibiliza um melhor atendimento e a segurança de que o produto será reparado por profissionais qualificados, capazes de solucionar qualquer problema. 
A fábrica da TAIFF possui uma área de 14 mil m2 em um terreno de 18 mil m2, na Avenida das Nações Unidas, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo. Atualmente conta com aproximadamente 400 colaboradores, todos treinados e capacitados para as funções exercidas na empresa.
Concepção dos Produtos

Hoje, a TAIFF possui uma linha de mais de 50 produtos direcionados ao setor de beleza e estética, que podem ser encontrados nos mais de 5 mil pontos-de-venda espalhados por todo o Brasil (principalmente em lojas especializadas, perfumarias e magazines).
Antes de entrar em fase de produção, são confeccionados protótipos que passam por vários testes para análise do design, funcionalidade, conforto e potência dos produtos, a fim de que tudo chegue perfeito à s mãos dos consumidores.
A TAIFF é a única empresa que produz secadores que lançam íons negativos e positivos, e chapas e modeladores que utilizam um avançado sistema de cerâmica. Esses aparelhos não agridem os fios de cabelo, o que é uma preocupação constante da empresa.

O Salão de Beleza do Futuro


Em tempos de preocupação com a natureza, cada um deve fazer a sua parte para preservá-la. No caso dos estabelecimentos de beleza, adotar pequenas medidas ecologicamente corretas no dia-a-dia não só reduz o impacto ambiental como também ajuda a economizar dinheiro


O salão L`Officiel III, em São Paulo, que acabou de passar por reforma. O novo sistema de iluminação economiza energia ao combinar planejamento e lâmpadas fluorescentes

Aquecimento global, escassez de água e esgotamento das fontes não renováveis de energia são alguns dos maiores problemas ambientais que a humanidade enfrenta. A exemplo de outras empresas, o salão de beleza também precisa assumir sua responsabilidade ecológica para reverter esse quadro. “Com medidas bastante simples, o dono do negócio, junto com seus funcionários, pode preservar o meio ambiente e, indiretamente, reduzir algumas das suas próprias despesas”, diz Carlos Oristânio, consultor de gerenciamento e administração de salões, de São Paulo. Como deve acontecer em qualquer residência, loja ou escritório, quem gerencia um estabelecimento de beleza tem de pensar sempre nos três “rs” da ecoeficiência: reduzir, reutilizar e reciclar.

A ordem é economizar
O consumo de energia elétrica em um salão pode ser diminuído de várias formas, a começar pela substituição das lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes. Elas duram até dez vezes mais e gastam 75% menos energia. Após passar por uma ampla reforma no ano passado, o L’Officiel III, em São Paulo, implantou um sistema segmentado de iluminação e trocou as lâmpadas convencionais por tipos que emitem menos calor. “Dessa maneira apenas as salas que estão sendo ocupadas são iluminadas e o ar condicionado não fica tão sobrecarregado, já que as novas lâmpadas aquecem pouco. É uma dupla economia”, garante Marcelo Calçolari, administrador do salão.

Projetar o ambiente de modo que a luz natural possa ser bem aproveitada e instalar sensores de movimento nas áreas internas são outras medidas para diminuir bastante a conta no fim do mês. A experiência da rede Werner Coiffeur, no Rio de Janeiro, comprova o sucesso dessa iniciativa. Há cerca de um ano, todas as franquias passaram a contar com sensores nos banheiros, na copa, no estoque e na parte administrativa. “Conseguimos baixar em 15 % o consumo de energia sem que houvesse nenhum prejuízo à qualidade do atendimento. Ao longo de 2008, vamos implantar um projeto para reciclar as embalagens de produtos”, diz Fabiana Barbato, gerente de marketing da rede.

O Stylo Hair, em Curitiba, onde os lavatórios foram projetados para evitar o desperdício de água

Secadores de cabelo e outros aparelhos devem receber manutenção periódica, pois uma vez desregulados consomem mais energia que o normal. “Parece óbvio, mas não usar o ar condicionado se estiver frio e desligar a televisão quando não há clientes são algumas providências que contribuem muito para a redução no consumo. Tirar os aparelhos eletrônicos da tomada quando não estão sendo usados também é importante, pois as luzes de stand by continuam consumindo eletricidade”, explica Regina Laginestra, presidente da ONG Reviverde – Instituto Ambientalista da Cidade do Rio de Janeiro.

Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) prevêem que, até 2030, um em cada três habitantes do planeta não terá acesso à água potável. Com essa preocupação em mente, uma campanha de conscientização para evitar o desperdício deve ser promovida entre os funcionários e clientes do salão. Os irmãos Ivaldo, Nilton, Marcos e Pedro Lima, donos do Stylo Hair, em Curitiba, foram além: mandaram instalar, nos lavatórios, mangueiras que só funcionam quando pressionadas. Também providenciaram a troca das torneiras comuns dos banheiros pelo modelo que interrompe o fluxo automaticamente. “Percebíamos que muitos profissionais massageavam o cabelo da cliente enquanto a água jorrava na cuba. Com essas duas ações, reduzimos em mais de 50% o gasto”, conta Ivaldo. No L’Officiel III, a alternativa encontrada para evitar o desperdício foi trocar o sistema de aquecimento da água. O boiler acabou substituído por aquecedores automáticos a gás, como os que são usados em residências. “Graças a essa mudança, ficou mais fácil e rápido estabelecer a temperatura ideal. Antes, era preciso deixar a mangueira aberta e esperar muito mais tempo. A cada 30 segundos, um litro era jogado fora” afirma Marcelo Calçolari. Outra medida importante é fazer a manutenção constante do encanamento a fim de prevenir vazamentos. “Preferir vasos sanitários de seis litros ou com caixa acoplada também reduz o consumo”, lembra Carlos Oristânio. 

Aproveitamento total 
Talvez o maior desafio do salão ecológico seja descobrir formas de reutilizar recursos e manter a qualidade dos serviços prestados. Segundo Regina Laginestra, uma boa saída é reaproveitar a água usada nos lavatórios para a descarga dos banheiros, sem que isso implique, evidentemente, no padrão de higiene. “Um engenheiro ou arquiteto pode estudar uma boa solução para implantar esse sistema e redirecionar a água servida”, garante.

Jean Yves Coiffure, no Rio de Janeiro: sacolas de papel para colocar os produtos vendidos na lojinha e coleta seletiva do lixo. Papel, plástico e vidro são encaminhados à reciclagem

Reciclando idéias 
Ao contrário do que se imagina, há muito a se reaproveitar em um salão. Garrafas de água mineral, revistas e jornais antigos, além de recipientes e embalagens de produtos, podem ser encaminhados a uma cooperativa de catadores ou a uma empresa sucateira. “Para reciclar, a primeira providência é fazer a separação do lixo. Metal, plástico, vidro, papel e material orgânico, como restos de cabelo e cera de depilação, devem ser armazenados isoladamente. Um simples copo com vestígios de café pode ser suficiente para inutilizar quilos de papel reciclável”, explica Carlos Oristânio. Há mais de quatro anos o Stylo Hair faz a separação do lixo e encaminha jornais, revistas e latinhas de refrigerantes (recolhidas na lanchonete do salão) para a Casa de Apoio Mãe Solidária, em Curitiba, voltada para os filhos dos catadores de papel. “A cidade foi pioneira em reciclagem no país e nos orgulhamos de fazer parte desse movimento. O material que doamos é transformado em cartões, blocos e outros artigos de papelaria que a própria instituição comercializa. Além de preservar o meio ambiente, damos nossa contribuição social”, diz Ivaldo Lima. As lixeiras de coleta seletiva podem ser instaladas no próprio salão, ao alcance dos clientes. No L’Officiel III, Marcelo Calçolari estuda um plano para reciclar as embalagens plásticas de xampus, cremes e outros cosméticos. “Estamos em busca de uma entidade idônea que possa recolher esse material. Nossa idéia, futuramente, é incentivar, inclusive as clientes a devolverem as embalagens vazias. Queremos contagiar um número maior de pessoas sobre a importância da reciclagem do lixo”, conclui. 

Na sacola
As bolsas plásticas usadas na revenda de produtos representam outro grande problema para o meio ambiente. Segundo especialistas, elas levam, no mínimo, 100 anos para se decompor na natureza. A solução para esse problema é preferir sacolas feitas de pano ou material biodegradável, as chamadas ecobags. O salão Jean Yves Coiffure, no Rio de Janeiro, adotou a idéia e também passou a fazer a coleta seletiva do lixo. A mesma regra vale para os copos plásticos que servem cafezinho e outras bebidas. O melhor é optar pelos reutilizáveis, feitos de vidro. O planeta agradece.

Bases para o futuro
Quem pensa em abrir ou reformar um salão precisa se preocupar com a infra-estrutura do espaço. Instalar sistemas para a captação da energia solar e da água da chuva são alguns exemplos do que pode ser feito a fim de poupar recursos naturais – e, por que não, dinheiro. A Internet é uma boa fonte para saber mais sobre a preservação do meio ambiente, na empresa ou em casa. Confira alguns sites: 

Os cabeleireiros mais badalados do país.




O salão MG Hair, de Marco Antonio de Biaggi, nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, está aberto graças a uma liminar. É que a Prefeitura reclama de construção irregular. De acordo com um levantamento feito pelo G1 em oito salões da capital, o de Biaggi é o mais caro de todos. Cobra R$ 430 pelo corte feminino. E ele só corta cabelos de mulheres. Por isso, a notícia ganhou destaque, até pelo número de celebridades que batem ponto no local. Nesses espaços de beleza bastante badalados, clientes pagam caro para arrumar as madeixas. E tem gente na fila de espera.

A atriz e modelo Grazi Massafera não abre mão das tesouradas de Celso Kamura, de quem é amiga há seis anos. Quando está livre dos compromissos publicitários que envolvem sua imagem, ela corre para o salão do cabeleireiro, nos Jardins, área nobre da capital paulista. “Ele é perfeccionista. Minha sogra vem cortar o cabelo com ele e se transforma. Não é um corte. É uma transformação”, afirma a atriz, desfiando elogios ao amigo.

Grazi foi ao Estúdio C. Kamura na tarde de terça-feira (5) para fazer cabelo e maquiagem, já que estaria no lançamento de uma nova linha de calçados naquela noite. No salão, o corte com o cabeleireiro sai a R$ 300. Se for outro profissional, o preço passa para R$ 200. “Corto em 20 minutos. Atendo de meia em meia hora”, explica Kamura, há 32 anos na profissão.
De acordo com ele, o preço alto é justificável: “Os nossos valores dependem dos custos fixos do salão, como aluguel , conta de água”. Em seguida, completa. “As mulheres sabem o que é qualidade. O bom atendimento e o nível delas são sinalizadores (do meu trabalho)”, diz o cabeleireiro, que, no mesmo dia, atenderia no salão a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

Studio W
Famoso por suas tesouradas, Wanderley Nunes, dono do Studio W, segue o mesmo discurso. Ele cobra R$ 350 pelo corte feminino e R$ 185 pelo masculino. “Quem vier aqui vai pagar o mesmo preço dos melhores salões. É bem compatível com o que a gente oferece. No salão de bairro é diferente, mas você não encontra os melhores profissionais”, sustenta o cabeleireiro de Guilhermina Guinle e da primeira-dama Marisa Letícia.
Na quarta (7), lá também estava a simpática atriz Beatriz Tragtenberg. O próprio Wanderley mudou o visual dela no salão que fica na cobertura do Shopping Iguatemi, nos Jardins. “Venho sempre que posso aqui. Ele faz um corte moderno, lindo de morrer, que eu posso usar em casa. Ele se ajeita sozinho”, diz Beatriz, feliz com o resultado. O cabeleireiro diz que “adora” a opinião das clientes na hora do corte, que ele resolve em 20 minutos.
“A gente tem que mostrar a relevância no atendimento da cliente. A gente não quer falar das estrelas, mas dela”, afirma Nunes, que, hoje, tenta não deixar suas mulheres esperando mais de uma semana para acertar o cabelo. “Cheguei a ter oito, dez meses de agenda lotada, com fila de 500 pessoas. Comecei a dividir isso.”
Cobrando R$ 400 de suas seletas clientes, o cabeleireiro Mauro Freire é o que tem o segundo preço mais caro na capital, de acordo com o levantamento. Se ele cortar o cabelo dos homens, o preço é R$ 260. Com os outros profissionais da Casa Mauro Freire, que também fica nos Jardins, os valores são de R$ 250 para elas e R$ 180 para eles. No local, entre os mimos citados no site, estão “comidinhas deliciosas” e “drinks especiais”.

Quem procura o cabeleireiro também badalado Marcos Proença vai desembolsar R$ 280 pelo corte feminino. O masculino custa R$ 190. Se o serviço não for com o dono do salão, a cliente paga a partir de R$ 180. Já para os homens, o novo penteado vai sair a R$ 130. Para mostrar o resultado na hora, os cortes são realizados com os cabelos secos.

Espaço Kids by Del Alvares